segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Parte 8

Passaram-se alguns meses e a minha relação com Miguel ficava cada vez mais mágica. A cada amanhecer eu tinha uma surpresa diferente. Certo dia ele me mandou flores, eram tulipas, minha flor preferida. Não era nenhum dia especial, ele simplesmente me mandou flores por uma razão até então desconhecida...
Já faziam sete meses que estávamos juntos e levei Miguel para conhecer a minha família. Minha mãe ficou lisonjeada com a doçura de Miguel. Ele sim era um cara PERFEITO. Ele tinha defeitos sim, mas nenhum que superasse suas qualidades. E assim fomos levando nosso namoro... Nós erámos chamados de "casal perfeito" na faculdade. Estávamos sempre juntos no intervalo, chegávamos e íamos embora juntos. 
As vezes Miguel ia para o meu apartamento a tarde e ficávamos na varanda vendo a noite cair e como sempre, falávamos sobre a Lua, o Sol e as Estrelas. Miguel entendia um pouco de astronomia, e me falava muitas coisas sobre isso. 
Era incrível como a nossa "química" era perfeita. Eu e Miguel raramente brigávamos, pra falar verdade nunca tivemos uma briga de verdade. Nós sempre buscávamos o melhor para o nosso relacionamento e era muito difícil algo nos abalar. Eu o compreendia e ele me compreendia também, e assim tínhamos uma perfeita união.
As vezes eu parava no tempo e ficava olhando para Miguel sem dizer nada... Miguel era um anjo na minha vida, sem dúvidas. Nós fazíamos os trabalhos de faculdade juntos, estudávamos juntos, almoçávamos juntos. Ele me animava quando estava triste, me fazia ver os problemas por ângulo diferente... Me trouxe um amadurecimento inigualável... Quando estávamos juntos o mundo lá fora simplesmente não existia, o tempo parava, na verdade corria, porque eu não via o tempo passar ao lado dele.
Eu conheci a família dele, que por ventura eram pessoas tão maravilhosas quanto ele. Sempre que ia para a casa dos meus pais, Miguel ia comigo, e sempre quando ele iria visitar os pais deles, eu o acompanhava também.
Juntos nós estávamos e juntos ficaríamos por um bom tempo, um pra sempre talvez, se fosse da vontade de Deus, porque se dependesse da nossa o "pra sempre" já se fazia presente. 
Miguel me conhecia como ninguém... Sabia de tudo o que eu gostava e o que não gostava...Quando estava triste sabia como me deixar melhor, tínhamos longas conversas e debatíamos sobre assuntos diversos por horas. Escutávamos músicas juntos, saíamos pela cidade sem rumo, ríamos como loucos...
Eu e Miguel erámos eternos apaixonados, simplesmente.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Parte 7


Aquele momento foi mágico. E foi depois daquele beijo que descobri o quanto Miguel era especial pra mim. Foi tudo tão lindo. Nós fomos para o carro, cantamos juntos e rimos do quanto cantávamos mal. Eu não queria que aquele momento terminasse nunca.
Chegamos no portão do meu prédio, Miguel desceu do carro para se despedir de mim. Nossa noite tinha sido ótima e mágica. Foi tudo lindo. Ele entrou no carro e ficou mandando beijos para mim de lá. Sempre tão fofo... Miguel foi embora e eu subi para o meu apartamento sorrindo.
Entrei rindo de tudo o que estava acontecendo. Eu estava gostando muito daquilo tudo. Fiquei relembrando da noite mais especial que tive desde que me mudei para aquela cidade. 
Eu tomei um banho rápido, tirei a make do rosto, escovei os dentes e fui dormir. Assim que me deitei, mandei uma mensagem para Miguel de boa noite. Coloquei o celular no criado mudo e peguei no sono.
Ao amanhecer, peguei o celular para ver as horas, eram 6h30 e havia uma mensagem não lida. ERA DE MIGUEL!
"Lindinha, obrigada pela noite linda e pela companhia maravilhosa! Que venham muitos e muitos dias assim. Beijos, tenha um bom dia."
Ai como Miguel era fofo. Já alegrou meu dia logo cedo. Eu sorri lendo aquilo tudo. Me levantei dei aquela espreguiçada. Arrumei a cama e fui tomar um banho.
Tomei uma chuveirada rápida, me vesti, tomei café e sai.
Diferentemente do dia anterior o meu dia estava tranquilo naquela terça-feira. Eu cheguei ao meu trabalho e já comecei a batalha.
Assim que tive um tempinho liguei para Miguel e marcamos de almoçar juntos. 
Aquela manhã passou bem rápido, e fui ao meu encontro com Miguel. Ele como sempre estava lindo, e a cada dia passava eu me surpreendia ainda mais com ele.
Nós almoçamos, e naquela tarde ele não precisaria voltar para o trabalho. Resolvemos pegar um filme. 
Fomos para o shopping e resolvemos assistir um filme de comédia romântica . Nós rimos muito durante o filme, tudo estava sendo tão perfeito. Assim que o filme terminou, Miguel me deixou em casa, pois mais tarde tinha faculdade. Subi, tomei um banho, me vesti e já sai pra facul. Eu e Miguel chegamos juntos e ficamos disputando uma vaga no estacionamento, e eu venci! \õ/
Subimos para a sala, sem muitos beijos e abraços, pois já estava em cima da hora.
Eu e Miguel erámos bons alunos, modéstia a parte. Nós raramente chegávamos atrasados ou faltávamos. Tirávamos boas notas e erámos esforçados.
A aula passou rápido, e me encontrei com Miguel na saída. Naquela noite, não iria rolar de sair. Ficamos um tempo sentados no banco onde nos conhecemos e fomos embora.
Aquele lugar da faculdade era o meu preferido. Era um canto aconchegante, simples e super fresco. Tinham árvores lá, e os bancos eram super fofos, dando um ar legal no ambiente.
Eu cheguei em casa, sentei no sofá e fiquei pensando na minha relação com Miguel. Eu nunca tinha me envolvido tanto com alguém em tão pouco tempo. Nunca tinha me encantado com alguém tão rápido... Eu realmente estava gostando dele, ele me fazia muito bem!
Eu estava me trocando quando meu telefone tocou, era Miguel. Ficamos conversando por um tempo, e comentando sobre nossos últimos encontros.
Não prolongamos muito a ligação. Nos despedimos e fui dormir.



Parte 6

Depois de ter rasgado a carta e ter chorado um pouco, mas não por gostar do Thiago ainda, mas de raiva, resolvi ir descansar um pouco. Minhas cabeça estava a mil, eu não conseguia pensar em mais nada, imaginar dedução pra nada. Eu tentava dormir, mas não conseguia, virava de um lado para o outro, e nada. 
Me cansei de ficar deitada, levantei e arrumei todo o meu apartamento. Joguei algumas coisas fora, arrumei os armários, separei algumas roupas que não usava mais e alguns sapatos também. Terminando a minha arrumação, eu estava cansada, mas foi bom, pois pelo menos ocupei minha mente com alguma coisa. Peguei meu not, para dar uma checada no e-mail e nas redes sociais. Li alguns e-mails, mas nada de redes sociais, não deu tempo. Já estava na hora de eu me arrumar para ir para a faculdade. Desliguei o not e fui tomar banho. Eu fiquei por um bom tempo no chuveiro, deixando aquela água morna e agradável cair sobre mim . O rádio  estava ligado, e fiquei cantando baixinho.
Terminei meu banho, e decidi que eu ficaria linda naquela noite, na medida do possível, aliás eu estava indo para a faculdade, então não poderia ser nada exagerado. 
Peguei um jeans que ficava super bem em mim, uma sapatilha dourada que eu tinha que eu adorava, uma camisa mais largada e um cintinho fofo. Me vesti e me senti super bem. Passei uma make bacana e leve. Soltei o cabelo, o arrumei. Terminando minha arrumação, gostei do que vi, eu estava bonita naquela noite, e muito bem, apesar de tudo o que aconteceu. 
Peguei a minha mochila ( eu gostava de bolsas, mas só pequenas, e para o cotidiano bolsas pequenas são o mesmo que nada), e sai. Cheguei na faculdade um pouco mais cedo e liguei para Miguel para saber se ele já havia chegado. Ele me disse que estava quase chegando e que era para eu esperar ele perto das escadas. Fiz isso.
Esperei por uns 10min até que Miguel chegou. Ele estava vindo direto do trabalho, com uma roupa social e de gravata, e uma mochila nas costas. Estava um charme como sempre.
Ele veio sorrindo em minha direção.
"-Como estamos bonita hoje..."
"-Obrigadaaaaaaaaa!"
Eu o abracei como de costume. Eu era apaixonada pelos abraços do Miguel, se pudesse o abraçaria o dia todo.
Nós resolvemos subir de escada mesmo e fomos conversando. Miguel me falou sobre seu dia e me perguntou se eu estava melhor. Eu respondi que sim, que foi apenas um momento ruim.
Me despedi de Miguel e fui para a minha sala, eu o esperaria na saída.
Logo quando entrei na classe, minhas colegas de sala já perguntaram sobre Miguel. Eu nunca gostei de ficar comentando sobre minha vida com as pessoas, mesmo sendo minhas amigas, eu era muito fechada neste quesito. Não entrei em muitos detalhes, falei o básico do básico.
Preferi até me sentar mais longe, para evitar comentários durante a aula. Eu assisti as aulas com tranquilidade, procurando não pensar em muitas coisas. O que eu queria mesmo era que acabasse logo para eu ver Miguel.
As horas passaram e a aula estava chegando ao fim. Quando sai da sala Miguel já estava lá fora me esperando. Eu sorri para ele e me retribuiu com um sorriso maravilho de sempre! Ele me abraçou pelos ombros e fomos andando. Ele me perguntou como foi a aula e se eu queria sair para algum lugar.
"-Vamos comer alguma coisa, estou com fome, não almocei hoje... rsrsrs"
"-Aonde você quer ir? Seu pedido é uma ordem!"
"-Vamos comer pizza!"
Antes de ir a pizzaria eu tinha de ir até o meu apartamento deixar meu carro, porque eu e Miguel iríamos no mesmo carro. Passei bem rápido no meu apartamento, deixei o carro lá e sai. 
Já dentro do carro, eu conseguia sentir o cheiro dele no carro. Era algo impressionante, o cheiro dele estava impregnado no ambiente. Ficamos conversando no caminho, rimos um pouco. Como eu estava gostando de estar na companhia de Miguel.
Chegamos na pizzaria, Miguel abriu a porta do carro pra mim e me deu a mão. Entramos, ele puxou a cadeira para eu sentar, e fomos escolher qual pizza comeríamos. 
Escolhemos, a pizza não demorou muito a chegar. A pizzaria estava vazia, aliás era segunda-feira, o movimento é quase nulo.
Nós devoramos aquela pizza em segundos, pedimos a conta e fomos embora. Miguel iria me deixar em casa, até que ele me chamou para ir em uma praça no ponto mais alto da cidade. Eu topei.
Chegando lá eu fiquei encantada com a beleza das luzes da cidade lá de cima. Era tudo muito mágico, o céu estava lindo, repleto de estrelas e a lua também estava linda. Nós nos sentamos no chão mesmo e ficamos ali só observando a noite na cidade.
Eu coloquei minha cabeça no ombro de Miguel e o abracei. Ele fez o mesmo. Eu conseguia sentir o cheiro dele nitidamente, era realmente muiiiiiiiiiiiiiiiito bom!
Ficamos ali por um tempo, calados, sem dizer sequer uma palavra.
Já estava tarde e eu pedi Miguel para irmos embora. Nós nos levantamos e foi quando tudo se tornou mais mágico. Parecia que a cidade estava aos nossos pés, como se fosse uma platéia. Tudo lá de cima era lindo. Foi quando Miguel tentou me beijar. 
Diferentemente da outra vez, nesta tentativa eu deixei rolar. 

Parte 5


Passado alguns minutos nos soltamos daquele longo abraço. Assim como da primeira vez, Miguel parou e ficou  olhando dentro dos meus olhos... Eu me sentia sem graça em situações assim, mas consegui me conter. Eu resolvi finalmente me despedir dele, pois já estava tarde e no dia seguinte eu teria um longo dia. Eu disse a ele que precisava ir, ele continuou calado, me olhando. Me calei junto a ele. Não sei o que ele tanto observava em mim, por fim, aquilo já estava me deixando sem graça. Foi ai que ele aproximou seu rosto ao meu na tentativa de um beijo, mas para mim ainda era cedo, desviei o rosto. 
Miguel ficou sem graça... Não é que eu não queria beijá-lo, mas não sei o que deu em mim que desviei meu rosto.Ele se afastou ainda sem graça, eu dei um beijo em seu rosto me despedindo dele.
"- Nos vemos amanhã na faculdade?" 
"-Se depender de mim sim..." disse ele, ainda sem graça.
"-Tudo bem então, nos vemos amanhã. Até mais."
Depois disso abri o portão do meu prédio e subi para o meu apartamento. Confesso que fiquei um pouco arrependida da atitude que tive, mas enfim, agora já era... Troquei de roupa, escovei os dentes e fui dormir. Eu estava cansada e peguei no sono rapidamente.
Acordei por volta das 7h no dia seguinte com o despertador do meu celular.Peguei-o para desligar a música e vi que havia uma mensagem não lida, era de Miguel.
"Desculpa por ontem. Espero que não fique magoada comigo depois disso, mas saiba se eu tive aquela atitude é porque eu estou gostando de você. Acho que pelo pouco tempo que me conhece, já deve saber sobre mim e minhas atitudes. Eu não fiz aquilo por brincadeira ou qualquer coisa do tipo, envolvi o que estava sentindo naquela noite. Nos vemos na faculdade hoje a noite, tenha um bom dia! Miguel"
Terminando de ler a mensagem não sabia se ria, ou o que pensava. Miguel disse que estava gostando de mim, isso pra mim já era algo bem sério, e também um assunto a ser pensado.
Na última noite quando nos encontramos na praça, Miguel havia me dito que a muito tempo me observava e que me achava muito séria. Eu realmente não tinha uma cara muito boa, de muitos amigos, mas quem me conhecia descartava por completo esta concepção. 
Eu sorri, deixando o celular sobre a cama, liguei o rádio e fui tomar meu banho. Eu fiquei rindo sozinha durante a minha chuveirada, eu estava feliz com o que li... rs
Terminei meu banho, me vesti, arrumei meu cabelo e fui tomar café. Já na cozinha, fazendo minha refeição resolvi responder a mensagem de Miguel.
"Bom dia! Primeiramente, não tem pelo que se desculpar... Obrigada pela noite de ontem, pelas boas risadas e por me fazer tão bem. Nos vemos hoje na facul. Um Beijo, Laís."
Terminei meu café, peguei minha bolsa e as chaves do carro, fechei o apartamento e desci. O dia lá fora estava lindo, o céu bem azul, um sol bom, não muito forte, o dia estava realmente animador. Chegando na garagem, coloquei minhas coisas no carro e sai. Já no portão, o porteiro me entregou um envelope, disse que um rapaz havia deixado para mim na portaria. Me assustei com aquilo. Seria de Miguel ? Eu estava atrasada, mas não resisti em abrir para ver o que era.
Era uma carta e não era de Miguel. Fiquei trêmula só de ler as primeiras palavras.
"Oi Laís, tudo bem? Aqui é Thiago, perdi o número do seu celular e por isso deixei esta carta (eu sei que você adora cartas rs ). Estou com saudades, eu também estou morando aqui agora, recebi uma proposta de emprego muito boa, e me mudei para cá. Vou deixar meu telefone aqui, para você me ligar assim que possível. Aguardo seu retorno. Beijos, Thiago. "
Fiquei sem reação ao ler aquela carta, só fui me tocar quando um carro parado atrás de mim ( eu ainda estava na garagem do meu apartamento) buzinou porque ele também precisava sair. Arranquei o carro e fui para o meu trabalho completamente desnorteada. Nem sei como cheguei lá, não sabia o que estava fazendo. Confesso que dei algumas navalhadas no caminho, mas cheguei bem.
Eu fiquei pensando naquela carta durante toda a manhã. POR QUE LOGO AGORA?
Thiago era um garoto que eu GOSTAVA quando ainda morava na cidade dos meus pais. Assim como Miguel, Thiago era incrível, nós conversávamos um pouco, aliás nós erámos vizinhos, e eu fui completamente apaixonada por ele, até me mudar para cá.
Ele era alto, de pele morena clara, cabelos lisos e pretos, usava óculos e tinha um sorriso estonteante, não mais que o do Miguel, mas tinha. Ele fazia Engenharia, aliás acho que já tinha se formado... Assim como Miguel, ele era de Câncer, um cara absurdamente carinhoso, só que ao contrário do Miguel, ele era tímido, que por fim, acabei achando ele chato, frente a tantas frustrações. Eu tinha um amor platônico pelo Thiago, mas superei isso tudo depois que vim morar aqui. Eu me esqueci de tudo, comecei a viver uma nova vida e agora ele me aparece.... Nos meus cadernos de textos, haviam páginas e páginas falando sobre meu amor platônico por Thiago, e mesmo não sentindo mais nada por ele, eu guardei tudo, eu gosto de guardar tudo o que escrevo, sem exceções.
Definitivamente aquela carta veio numa péssima hora. Aliás como ele descobriu onde eu morava? Hm... A única resposta é: ele provavelmente, antes de vir pra cá, pediu meu endereço para os meus pais. Neste exato momento liguei para a minha mãe.
"-Oi mãe! Tudo bem por ai?"
"-Tudo bem e ai? Está no trabalho?"
"-Tudo. Estou sim. Aqui, a senhora passou meu endereço para o Thiago ou alguma coisa assim?"
"-Então... ele veio aqui semana passada. Eu esqueci de te falar no fim de semana... Ele pediu seu endereço, porque ele disse que estava indo morar ai. Foi então que passei..."
"-Hm... Porque ele deixou uma carta pra mim com o porteiro."
Não prolonguei muito a ligação, porque afinal eu estava no trabalho, mas já eram 13h e daqui 30min eu iria embora. Terminei a ligação com a minha mãe, e fiquei pensando na maldita carta!
Eu não poderia viver toda aquela idiotice novamente. Hoje eu não era mais uma adolescente que vive destes platonismos idiotas e enfim. HOJE EU ERA UMA MULHER ADULTA!
Logo deu o horário de eu ir embora, peguei minhas coisas e desci. Eu estava com a cabeça virada, aquela carta mexeu comigo. Eu precisava falar com Miguel.
Liguei para ele, ele estava em casa almoçando. Perguntei se ele poderia me encontrar, nem que fosse por alguns poucos minutos. Ele concordou. Pedi para ele que fosse até o meu apartamento.
Eu fui embora rápido porque Miguel não poderia demorar. Cheguei no meu apartamento, só joguei a bolsa no sofá, me sentei e pensei " E AGORA?".
O interfone tocou, era o Miguel, falei para subir. Não demorou para ele chegar até lá em cima. Ele estava assustado.
"- O que aconteceu?"
Eu não queria falar com Miguel sobre o que aconteceu, mas eu precisava do apoio dele, do abraço dele. Eu precisava sentir segurança em alguma coisa.
Não respondi a pergunta dele e simplesmente o abracei. Ele entendeu que eu não queria falar sobre o que aconteceu.
Eu o pedi desculpas por ter atrapalhado seu almoço e ter o feito ir até o meu apartamento, mas eu precisava dele comigo naquele momento. Nós não conversamos muito. Miguel me disse para ficar bem, e que qualquer coisa era pra eu ligar pra ele.
Ele se despediu de mim, e fui levá-lo até a porta. Eu o agradeci por ter ido até lá e ele simplesmente sorriu, e disse: "- Eu faria isso quantas vezes fossem necessárias... não precisa agradecer." Foi a última coisa que Miguel disse, em seguida ele entrou no elevador e foi embora. Eu fechei a porta do meu apartamento e peguei a carta. Li aquilo de novo e pensei " QUE DESTINO É ESSE? EU NÃO QUERO VOCÊ NA MINHA VIDA DE NOVO..." Rasguei aquela carta em mil pedaços, eu não iria ligar para o Thiago, aliás não tinha nem porque eu ligar para ele.


@LohAzevedo_

domingo, 25 de dezembro de 2011

Parte 4




Acordei as 8h no dia seguinte. Era domingo e eu iria embora logo após o almoço. Pela manhã ajudei minha mãe com o café e arrumei as camas. Ajudei-a a fazer o almoço mais tarde, almocei e fui embora.
Já eram14h quando peguei estrada. O sol estava quente e o céu bem azul, aliás o dia estava muito bonito. A estrada, assim como na ida, estava bem tranquila e como consequência disto cheguei em casa cedo. Eram 16h30 quando cheguei, a cidade estava calma, com pouco movimento. 
Cheguei, tomei um banho, tirei as coisas da mala, organizei os livros e cadernos que havia trazido nas minhas prateleiras e fui descansar. Liguei a TV, não estava passando nada de interessante, então resolvi ir dormir um pouco. Eu já estava começando a pegar no sono quando meu telefone toca. Era Miguel. Conversamos um pouco, ele perguntou como tinha ido de viagem, eu respondi que tinha ido bem. Ele perguntou o que eu estava fazendo, eu disse que estava descansando, pois no dia seguinte começava todaa rotina novamente. 
Ficamos conversando por um bom tempo, até que resolvemos desligar. Terminada a ligação não consegui pegar no sono novamente, liguei para o Miguel e disse para ele me encontrar na mesma praça que estávamos da última vez que nos vimos. Ele concordou.
Levantei, troquei de roupa, arrumei as madeixas, passei uma maquiagem leve e borrifei um pouco de perfume no corpo. Eu estava pronta, mas ainda estava cedo, tinha marcado de encontrar com Miguel as 18h30 e ainda eram 17h50. Fui para a varanda do meu apartamento e fiquei vendo a noite cair por alguns minutos.
Logo deram 18h15 e eu sai. Eu estava com uma sensação boa, de leveza, não sei explicar. Cheguei a praça e me sentei em um banco. Não demorou e Miguel chegou também. Ele perguntou se eu queria ir em algum outro lugar, eu disse que não, que estava me sentindo bem.
Nós ficamos conversando, e rimos bastante naquela noite. Miguel era uma companhia muito agradável, eu gostava de estar junto a ele, ele me fazia bem. Ele me falou sobre a vida dele e sobre coisas estranhas que já haviam acontecido com ele. Me falou sobre sua infância e sua família.
"-Eu sempre fui apegado a minha avó, mas quando eu tinha 10 anos ela faleceu. Na época eu fiquei muito triste, mas hoje entendo que todos temos uma missão a cumprir na Terra, e a dela tenho certeza que cumpriu, e bem cumprida... Eu sinto falta da presença da minha avó, presença física, mas eu sei que ela está comigo, aliás ela deve estar sorrindo ao me ouvir falar dela para você."
Eu sorri e concordei com o que Miguel disse. Ao contrário dele, eu não era muito apegada aos meus avós. Aliás, eu conheci apenas uma avó, mãe do meu pai. Meus avós por parte de mãe e meu avô por parte de pai não cheguei a conhecer, eles morreram antes mesmo de eu vir ao mundo.
Conversa vai, conversa vem, e aos poucos fui descobrindo uma coisa diferente sobre Miguel. Assim como eu, ele gostava da Lua e das Estrelas. Aliás, ele me disse algumas coisas sobre astronomia, pois ele tinha conhecimento de algumas coisas sobre isso. Ele me disse que tinha um telescopio na sacada do seu quarto e sempre que possível ficava observando as estrelas com ele. Eu sorri ao ouvir isso e pensei "Realmente Miguel é diferente..." . O "ser diferente" de Miguel era realmente encantador ao meu ver e a cada coisa que ele me dizia eu ficava mais lisonjeada. Não, eu ainda não estava apaixonada por Miguel, mas ele fazia meus olhos brilharem a cada palavra que ele dizia.
"-Por que você não me deixou ler seus textos?"
"-Não sei..." respondi dando algumas risadas.
"-Fica para a próxima. Garanto que deixarei, assim que possível!"
"-Vou cobrar, hein..."
O Miguel tinha 24 anos, mas não parecia. Ele era um cara maduro ao extremo e ao mesmo tempo ele domava junto a maturidade um espírito brincalhão e palhaço. Tinha um gosto refinado com músicas, aliás, nós gostávamos de muitos bandas iguais. Miguel tinha um charme diferente de qualquer outro cara. Naquela noite, ele havia feito a barba, mas isso deixou-o ainda mais bonito.
O tempo passou e quando fui ver já eram quase 00h. Me assustei quando olhei para o relógio, pois o tempo voou. Na rua ainda haviam algumas pessoas. Aquela praça era no centro da cidade, próxima a alguns bares e por isso perdi a noção do tempo.
Me despedi de Miguel com um abraço. O abraço dele era incrivelmente mágico, eu perdia meu chão abraçada a ele, era algo diferente que eu não sabia explicar.
Abraçado a mim ele falou que meu perfume era bom, aliás senti Miguel me cheirando ligeiramente. Mal sabia ele que eu já havia reparado no cheiro marcante dele bem antes... Ficamos abraçados por uns 5 minutos, até que nos soltamos. Continuamos de mãos dadas frente a frente, ele sorriu para mim e mais uma vez reparei em como o sorriso dele era lindo.
Eu sorri para ele, um pouco sem graça e ele percebeu e começou a rir. Eu disse que precisava ir embora, e desta vez Miguel foi comigo até o portão do meu apartamento. Inconscientemente fiquei de mãos dadas com Miguel, até o meu apartamento. Chegando lá, ele me abraçou de novo.
"- Você me faz bem..." 
Disse ele abraçado a mim. Não me hesitei em responder, eu queria sentir o abraço dele, só isso. 


@LohAzevedo_

sábado, 24 de dezembro de 2011

Parte 3


Cheguei no meu apartamento, acendi a luz da sala e me sentei no sofá. Fiquei ali sentindo o cheiro de Miguel e rindo em pensamento. Foi muito estranha a forma como nos conhecemos e agora eu estava lembrando do Miguel. Que tola eu... Não fiquei ali por muito tempo e logo me levantei, peguei a minha bolsa que sempre levava quando ia para a casa dos meus pais e já arrumei as minhas coisas para o dia seguinte. Terminando, tomei um banho e fui dormir.
Eram 5h30 quando acordei. Eu estava com um pouco de sono, mas fui direto tomar uma chuveirada para acordar. Feito isso, vesti uma roupa leve, ajeitei a cabeleira, peguei minha mochila e a chave do carro e desci. Já eram 6h e eu provavelmente chegaria na casa dos meus pais por volta das 8h,9h horas no máximo.
Peguei estrada, ouvindo uma música tranquila. Estava amanhecendo, e assim como amava a lua, eu amava o nascer e o pôr do sol. Parei em uma lanchonete da estrada, comi algumas coisas e segui viagem. O sol batia sobre meu rosto e aquele vento forte me acalmava. 
Não demorei muito para chegar, a estrada estava tranquila. Cheguei e logo dei um longo abraço em minha mãe, meu pai estava na padaria comprando coisas para o café. Não demorou muito para ele chegar, eu o comprimentei e fomos tomar café. 
Ficamos conversando por um tempo, contei para eles sobre minha vida  no interior e em como eu me sentia sozinha as vezes, mas que apesar de tudo estava tudo bem. Meus pais sempre se preocupavam comigo, as ligações durante a semana eram constantes. Já tinham três finais de semana que eu não os via, porque eu tive de resolver algumas coisas da faculdade e trabalhar em alguns finais de semana, aumentando a minha saudade daquilo tudo. 
É impressionante a forma como a casa dos nossos pais é aconchegante. Não tinha luxo, mas era tudo tão bom. Aquela simplicidade me trazia uma energia muito boa, o cheirinho de comida da minha mãe, o meu quarto do mesmo jeito que deixei, sempre limpinho. As fotografias nos mesmos lugares, a minha cama do mesmo jeito e algumas coisas minhas que eu deixei ali. Abri meu armário, tinham alguns livros lá que já deixei separado, pois os levaria para o meu apartamento. Fiquei ali organizando alguns papéis, alguns cadernos com textos que eu escrevia, separei tudo para levar.
Mais tarde, minha mãe me chamou para o almoço, fomos almoçar. E como sempre a comida estava deliciosa, e com um cheirinho inconfundível. Era muito bom estar ali com os meus pais, só eu sabia o quanto eu sentia falta daquilo tudo.
Terminamos de almoçar, ajudei minha mãe a arrumar a cozinha e ficamos conversando, falei com ela sobre Miguel e ela sorriu.
"-Depois quero conhecer este garoto..."
Eu sempre fiquei espantada com esta "rapidez" da minha mãe. Desde a minha adolescência quando eu comentava sobre qualquer garoto com ela, pra ela eu já estava namorando, mas enfim, eu sorri. Já estava acostumada com aquilo.
Terminamos de arrumar a cozinha e fui dormir a tarde, aliás eu havia acordado bem cedo. Mais tarde, quando acordei minha mãe já havia preparado o café da tarde , fui logo devorar aquilo tudo. 
A noite chegou, estava vendo TV com meus pais, quando minha irmã chegou. Ela era casada e morava na mesma cidade que meus pais. Eu e ela erámos muito apegadas, e eu estava com saudades dela. Ficamos conversando por um bom tempo e ela foi se arrumar, pois iria sair com seu marido mais tarde.
Logo depois que ela saiu eu peguei meu celular para ver se tinha algo de novo lá. Haviam duas mensagens, eram de Miguel. Antes mesmo de ler, eu já havia sorrido.  Na primeira ela dizia: "Bom dia! Tenha uma boa viagem. Juízo, beijos. Miguel." . Na segunda ele disse: "Já chegou? Vou te ligar a noite, estou com saudades, beijos."
Ler aquelas duas mensagens me trouxe uma felicidade inexplicável, minutos depois ouvi meu telefone tocar, era ele! Eu atendi, sorrindo. Conversamos por uns 30min até que desligamos. 
Já estava ficando tarde, meus pais já tinham ido dormir, resolvi me deitar. Fiquei ali olhando para o teto pensando em Miguel. Ele realmente era um cara incrível, apesar do pouco tempo de convivência, para mim ele tinha uma essência a mais, não sei explicar. Miguel era diferente de todos os garotos que já tinha conhecido. Ele era carinhoso, compreensivo, PERSISTENTE, e tinha uma doçura inigualável. Enfim, Miguel era diferente.Adormeci pensando nele.


@LohAzevedo_

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Parte 2


No caminho, indo para a faculdade, resolvi parar em uma padaria. A noite estava quente, o tempo estava abafado, resolvi comprar algo gelado. Peguei um picolé qualquer, sem prestar muita atenção no que acontecia ao meu redor, eu estava ouvindo música pelo fone e isso me faz ficar completamente desligada do mundo. Até que me assustei, havia um senhor me chamando loucamente, olhei para trás ele estava no caixa. Eu estava saindo e me esquecendo de pagar o picolé, fiquei azul de vergonha. Tirei os fones e me desculpei, expliquei para ele que eu estava completamente aérea e que isso não iria se repetir, entreguei para ele o dinheiro e nem me hesitei em pegar o troco. Fui embora e já pensando que deveria ter ficado em casa depois de uma dessas.
Cheguei na faculdade, eram 19h e decidi entrar no segundo horário. Sentei em um banco próximo a algumas árvores, lá estava super fresco. Fiquei lá olhando para o tempo, ouvindo algumas músicas quando um rapaz, de aparentemente 23 anos chegou perto de mim. Eu não entendi muito bem porque aquele cara veio logo pra perto de mim em um lugar tão grande, mas tudo bem, fingi que nada estava acontecendo, aliás eu estava escrevendo e eu odeio que me interrompam quando estou escrevendo. Ele se sentou do meu lado, aquilo me deixou agoniada. Sorrateiramente desviei meu olhar para o lado aonde ele estava e percebi que ele lia indiscretamente o que estava escrevendo.
Da mesma forma que ele foi indiscreto eu também fui, comecei a olhar pra ele com cara de " posso escrever em paz?". Acredito que ele leu tudo o que estava escrito naquela folha, pois mesmo eu olhando pra ele, ele fingiu que nada estava acontecendo. Até que minutos depois ele olhou para mim e disse: "-você escreve muito bem!". Eu agradeci secamente e fechei o caderno. Ele começou a puxar papo comigo e eu não queria conversar, aliás cheguei a ser grossa em minhas respostas.
"-Qual seu nome?"
Eu olhei pra ele e demorei alguns segundos pra responder, acho que naquele instante ele até deve ter pensando que eu esqueci meu nome ou inventei um, mas respondi.
"-Laís..."
"-Hm... acredito que você não esteja muito bem, não é mesmo?!"
Neste momento me deu vontade de falar " Isso não é da sua conta, idiota. Nem te conheço!", mas respondi com a maior delicadeza possível, com um simples "é..."
Ele me fez mais algumas perguntas e aquilo já estava me irritando, estava me sentindo num tribunal.
Seu nome era Miguel, assim como eu, ele fazia Direito. Era alto, pele clara, cabelo bem preto, uma barba por fazer. Usava óculos e era muito cheiroso. Tinha um sorriso estonteante e um olhar misterioso.
Ele ficou falando mais algumas coisas comigo e eu não prestava muita atenção no que ele dizia. Até que ele me fez um convite, que a princípio não me toquei muito, aliás eu ainda estava aérea...
"-Acho que você não vai assistir aula hoje né?! Vamos sai..."
Eu o interrompi antes mesmo de terminar a frase já dizendo: "-Eu irei assistir aula!"
Ele me olhou assustado, na verdade até eu mesma me assustei com a minha resposta. O silêncio ponderou por alguns segundos até que ele disse:
"-Tudo bem então, fica para a próxima..."
Ele tinha ficado sem graça, e com razão, automaticamente me arrependi da resposta que dei. Ele já estava se levantando quando eu resolvi chamá-lo.
"-Ei, para onde iríamos?"
Ele sorriu. Seu sorriso era doce, seus lábios bem avermelhados e bonitos. Eu nada apaixonada por sorrisos, já logo me encantei.
"-Aonde você quiser ir..." respondeu ele.
Me levantei do banco dizendo: "-Vamos andar por ai, sem rumo..."
Ele sorriu com uma leve risada ergueu a mão para mim e fomos.
Passamos pelo centro da cidade, todos os bares estavam abertos e lotados, na maioria por estudantes. Era sexta-feira, por volta de 20h eu e Miguel continuamos andando... Ele ia falando comigo, expliquei pra ele que eu morava sozinha e que sentia muita falta da minha família. Ele me contou que morava com uma tia e que seus pais também moravam em outra cidade.
Miguel trabalhava e estudava a noite, como eu. Era um cara bem centrado, tinha um bom papo, dotado de boa educação. Era bem bonito por sinal, um cara atraente, portador de uma beleza exótica.
Paramos em uma praça perto do meu apartamento, eu já estava cansada de andar e não poderia demorar muito porque no dia seguinte iria visitar meus pais e sairia bem cedo. Ficamos ali conversando mais um pouco.
 "-Por que você estava sentada na faculdade sozinha em plena sexta-feira?"
Eu olhei pra ele um pouco sem graça, aliás não tinha muita resposta, iria dizer a verdade, pois eu tinha ido lá para assistir aula e a minha intuição havia me dito isso.
"-Eu iria entrar no segundo horário... na verdade eu não viria a escola hoje, assim como não fui ao trabalho, mas sei lá, algo me mandou ir lá, e eu fui...."
"Hmmmm..."
Olhei as horas, já estava ficando tarde, resolvi me despedir do Miguel. Me levantei meio que me espreguiçando.
"-Então Miguel, infelizmente tenho de ir..."
"-Já?"
"Já... Amanhã irei ver os meus pais, né?!"
"Hm... entendi, tudo bem então. Pode me passar seu celular ou telefone... o que achar mais conveniente?"
"Claro."
Passei o número para ele e enquanto ele anotava fiquei olhando-o discretamente. Miguel era alguém interessante. Logo ele me disse para anotar o número dele também. Abri a mochila e procurando meu celular deixei meu caderno de textos cair. Miguel pegou rapidamente e antes de fechar o caderno, fez uma rápida leitura naquilo que estava escrito.
"-Hey, atrevido, não te autorizei ler as minhas coisas!"
Ele sorriu e disse, "-Impossível não ler algo que você escreva, você escreve muito bem.Você escreve com a alma, vejo algo a mais nos teus textos..."
Eu sorri um pouco sem graça e peguei o caderno das mãos dele e guardei na mochila. Fui me despedir de Miguel com um simples beijo no rosto quando de repente ele me da um abraço. Me surpreendi imediatamente sem entender muito bem o que estava acontecendo. Permaneci abraçada a ele por alguns minutos, eu realmente estava precisando de um abraço, e o dele veio na hora certa e da maneira certa.
"-Apesar de não saber o que você tem, fique bem!", disse ele ainda abraçado a mim.
Nem me hesitei em responder, permaneci em silêncio. Nos soltamos, e fui embora. Eu estava perto do meu apartamento, por isso nem fiz questão que Miguel me deixasse em casa, fui sozinha.
O perfume dele ficou na minha roupa...


Continua no próximo post!


@LohAzevedo_