Parte 4
Acordei as 8h no dia seguinte. Era domingo e eu iria embora logo após o almoço. Pela manhã ajudei minha mãe com o café e arrumei as camas. Ajudei-a a fazer o almoço mais tarde, almocei e fui embora.
Já eram14h quando peguei estrada. O sol estava quente e o céu bem azul, aliás o dia estava muito bonito. A estrada, assim como na ida, estava bem tranquila e como consequência disto cheguei em casa cedo. Eram 16h30 quando cheguei, a cidade estava calma, com pouco movimento.
Cheguei, tomei um banho, tirei as coisas da mala, organizei os livros e cadernos que havia trazido nas minhas prateleiras e fui descansar. Liguei a TV, não estava passando nada de interessante, então resolvi ir dormir um pouco. Eu já estava começando a pegar no sono quando meu telefone toca. Era Miguel. Conversamos um pouco, ele perguntou como tinha ido de viagem, eu respondi que tinha ido bem. Ele perguntou o que eu estava fazendo, eu disse que estava descansando, pois no dia seguinte começava todaa rotina novamente.
Ficamos conversando por um bom tempo, até que resolvemos desligar. Terminada a ligação não consegui pegar no sono novamente, liguei para o Miguel e disse para ele me encontrar na mesma praça que estávamos da última vez que nos vimos. Ele concordou.
Levantei, troquei de roupa, arrumei as madeixas, passei uma maquiagem leve e borrifei um pouco de perfume no corpo. Eu estava pronta, mas ainda estava cedo, tinha marcado de encontrar com Miguel as 18h30 e ainda eram 17h50. Fui para a varanda do meu apartamento e fiquei vendo a noite cair por alguns minutos.
Logo deram 18h15 e eu sai. Eu estava com uma sensação boa, de leveza, não sei explicar. Cheguei a praça e me sentei em um banco. Não demorou e Miguel chegou também. Ele perguntou se eu queria ir em algum outro lugar, eu disse que não, que estava me sentindo bem.
Nós ficamos conversando, e rimos bastante naquela noite. Miguel era uma companhia muito agradável, eu gostava de estar junto a ele, ele me fazia bem. Ele me falou sobre a vida dele e sobre coisas estranhas que já haviam acontecido com ele. Me falou sobre sua infância e sua família.
"-Eu sempre fui apegado a minha avó, mas quando eu tinha 10 anos ela faleceu. Na época eu fiquei muito triste, mas hoje entendo que todos temos uma missão a cumprir na Terra, e a dela tenho certeza que cumpriu, e bem cumprida... Eu sinto falta da presença da minha avó, presença física, mas eu sei que ela está comigo, aliás ela deve estar sorrindo ao me ouvir falar dela para você."
Eu sorri e concordei com o que Miguel disse. Ao contrário dele, eu não era muito apegada aos meus avós. Aliás, eu conheci apenas uma avó, mãe do meu pai. Meus avós por parte de mãe e meu avô por parte de pai não cheguei a conhecer, eles morreram antes mesmo de eu vir ao mundo.
Conversa vai, conversa vem, e aos poucos fui descobrindo uma coisa diferente sobre Miguel. Assim como eu, ele gostava da Lua e das Estrelas. Aliás, ele me disse algumas coisas sobre astronomia, pois ele tinha conhecimento de algumas coisas sobre isso. Ele me disse que tinha um telescopio na sacada do seu quarto e sempre que possível ficava observando as estrelas com ele. Eu sorri ao ouvir isso e pensei "Realmente Miguel é diferente..." . O "ser diferente" de Miguel era realmente encantador ao meu ver e a cada coisa que ele me dizia eu ficava mais lisonjeada. Não, eu ainda não estava apaixonada por Miguel, mas ele fazia meus olhos brilharem a cada palavra que ele dizia.
"-Por que você não me deixou ler seus textos?"
"-Não sei..." respondi dando algumas risadas.
"-Fica para a próxima. Garanto que deixarei, assim que possível!"
"-Vou cobrar, hein..."
O Miguel tinha 24 anos, mas não parecia. Ele era um cara maduro ao extremo e ao mesmo tempo ele domava junto a maturidade um espírito brincalhão e palhaço. Tinha um gosto refinado com músicas, aliás, nós gostávamos de muitos bandas iguais. Miguel tinha um charme diferente de qualquer outro cara. Naquela noite, ele havia feito a barba, mas isso deixou-o ainda mais bonito.
O tempo passou e quando fui ver já eram quase 00h. Me assustei quando olhei para o relógio, pois o tempo voou. Na rua ainda haviam algumas pessoas. Aquela praça era no centro da cidade, próxima a alguns bares e por isso perdi a noção do tempo.
Me despedi de Miguel com um abraço. O abraço dele era incrivelmente mágico, eu perdia meu chão abraçada a ele, era algo diferente que eu não sabia explicar.
Abraçado a mim ele falou que meu perfume era bom, aliás senti Miguel me cheirando ligeiramente. Mal sabia ele que eu já havia reparado no cheiro marcante dele bem antes... Ficamos abraçados por uns 5 minutos, até que nos soltamos. Continuamos de mãos dadas frente a frente, ele sorriu para mim e mais uma vez reparei em como o sorriso dele era lindo.
Eu sorri para ele, um pouco sem graça e ele percebeu e começou a rir. Eu disse que precisava ir embora, e desta vez Miguel foi comigo até o portão do meu apartamento. Inconscientemente fiquei de mãos dadas com Miguel, até o meu apartamento. Chegando lá, ele me abraçou de novo.
"- Você me faz bem..."
Disse ele abraçado a mim. Não me hesitei em responder, eu queria sentir o abraço dele, só isso.
@LohAzevedo_
domingo, 25 de dezembro de 2011
sábado, 24 de dezembro de 2011
Parte 3
Cheguei no meu apartamento, acendi a luz da sala e me sentei no sofá. Fiquei ali sentindo o cheiro de Miguel e rindo em pensamento. Foi muito estranha a forma como nos conhecemos e agora eu estava lembrando do Miguel. Que tola eu... Não fiquei ali por muito tempo e logo me levantei, peguei a minha bolsa que sempre levava quando ia para a casa dos meus pais e já arrumei as minhas coisas para o dia seguinte. Terminando, tomei um banho e fui dormir.
Eram 5h30 quando acordei. Eu estava com um pouco de sono, mas fui direto tomar uma chuveirada para acordar. Feito isso, vesti uma roupa leve, ajeitei a cabeleira, peguei minha mochila e a chave do carro e desci. Já eram 6h e eu provavelmente chegaria na casa dos meus pais por volta das 8h,9h horas no máximo.
Peguei estrada, ouvindo uma música tranquila. Estava amanhecendo, e assim como amava a lua, eu amava o nascer e o pôr do sol. Parei em uma lanchonete da estrada, comi algumas coisas e segui viagem. O sol batia sobre meu rosto e aquele vento forte me acalmava.
Não demorei muito para chegar, a estrada estava tranquila. Cheguei e logo dei um longo abraço em minha mãe, meu pai estava na padaria comprando coisas para o café. Não demorou muito para ele chegar, eu o comprimentei e fomos tomar café.
Ficamos conversando por um tempo, contei para eles sobre minha vida no interior e em como eu me sentia sozinha as vezes, mas que apesar de tudo estava tudo bem. Meus pais sempre se preocupavam comigo, as ligações durante a semana eram constantes. Já tinham três finais de semana que eu não os via, porque eu tive de resolver algumas coisas da faculdade e trabalhar em alguns finais de semana, aumentando a minha saudade daquilo tudo.
É impressionante a forma como a casa dos nossos pais é aconchegante. Não tinha luxo, mas era tudo tão bom. Aquela simplicidade me trazia uma energia muito boa, o cheirinho de comida da minha mãe, o meu quarto do mesmo jeito que deixei, sempre limpinho. As fotografias nos mesmos lugares, a minha cama do mesmo jeito e algumas coisas minhas que eu deixei ali. Abri meu armário, tinham alguns livros lá que já deixei separado, pois os levaria para o meu apartamento. Fiquei ali organizando alguns papéis, alguns cadernos com textos que eu escrevia, separei tudo para levar.
Mais tarde, minha mãe me chamou para o almoço, fomos almoçar. E como sempre a comida estava deliciosa, e com um cheirinho inconfundível. Era muito bom estar ali com os meus pais, só eu sabia o quanto eu sentia falta daquilo tudo.
Terminamos de almoçar, ajudei minha mãe a arrumar a cozinha e ficamos conversando, falei com ela sobre Miguel e ela sorriu.
"-Depois quero conhecer este garoto..."
Eu sempre fiquei espantada com esta "rapidez" da minha mãe. Desde a minha adolescência quando eu comentava sobre qualquer garoto com ela, pra ela eu já estava namorando, mas enfim, eu sorri. Já estava acostumada com aquilo.
Terminamos de arrumar a cozinha e fui dormir a tarde, aliás eu havia acordado bem cedo. Mais tarde, quando acordei minha mãe já havia preparado o café da tarde , fui logo devorar aquilo tudo.
A noite chegou, estava vendo TV com meus pais, quando minha irmã chegou. Ela era casada e morava na mesma cidade que meus pais. Eu e ela erámos muito apegadas, e eu estava com saudades dela. Ficamos conversando por um bom tempo e ela foi se arrumar, pois iria sair com seu marido mais tarde.
Logo depois que ela saiu eu peguei meu celular para ver se tinha algo de novo lá. Haviam duas mensagens, eram de Miguel. Antes mesmo de ler, eu já havia sorrido. Na primeira ela dizia: "Bom dia! Tenha uma boa viagem. Juízo, beijos. Miguel." . Na segunda ele disse: "Já chegou? Vou te ligar a noite, estou com saudades, beijos."
Ler aquelas duas mensagens me trouxe uma felicidade inexplicável, minutos depois ouvi meu telefone tocar, era ele! Eu atendi, sorrindo. Conversamos por uns 30min até que desligamos.
Já estava ficando tarde, meus pais já tinham ido dormir, resolvi me deitar. Fiquei ali olhando para o teto pensando em Miguel. Ele realmente era um cara incrível, apesar do pouco tempo de convivência, para mim ele tinha uma essência a mais, não sei explicar. Miguel era diferente de todos os garotos que já tinha conhecido. Ele era carinhoso, compreensivo, PERSISTENTE, e tinha uma doçura inigualável. Enfim, Miguel era diferente.Adormeci pensando nele.
@LohAzevedo_
Cheguei no meu apartamento, acendi a luz da sala e me sentei no sofá. Fiquei ali sentindo o cheiro de Miguel e rindo em pensamento. Foi muito estranha a forma como nos conhecemos e agora eu estava lembrando do Miguel. Que tola eu... Não fiquei ali por muito tempo e logo me levantei, peguei a minha bolsa que sempre levava quando ia para a casa dos meus pais e já arrumei as minhas coisas para o dia seguinte. Terminando, tomei um banho e fui dormir.
Eram 5h30 quando acordei. Eu estava com um pouco de sono, mas fui direto tomar uma chuveirada para acordar. Feito isso, vesti uma roupa leve, ajeitei a cabeleira, peguei minha mochila e a chave do carro e desci. Já eram 6h e eu provavelmente chegaria na casa dos meus pais por volta das 8h,9h horas no máximo.
Peguei estrada, ouvindo uma música tranquila. Estava amanhecendo, e assim como amava a lua, eu amava o nascer e o pôr do sol. Parei em uma lanchonete da estrada, comi algumas coisas e segui viagem. O sol batia sobre meu rosto e aquele vento forte me acalmava.
Não demorei muito para chegar, a estrada estava tranquila. Cheguei e logo dei um longo abraço em minha mãe, meu pai estava na padaria comprando coisas para o café. Não demorou muito para ele chegar, eu o comprimentei e fomos tomar café.
Ficamos conversando por um tempo, contei para eles sobre minha vida no interior e em como eu me sentia sozinha as vezes, mas que apesar de tudo estava tudo bem. Meus pais sempre se preocupavam comigo, as ligações durante a semana eram constantes. Já tinham três finais de semana que eu não os via, porque eu tive de resolver algumas coisas da faculdade e trabalhar em alguns finais de semana, aumentando a minha saudade daquilo tudo.
É impressionante a forma como a casa dos nossos pais é aconchegante. Não tinha luxo, mas era tudo tão bom. Aquela simplicidade me trazia uma energia muito boa, o cheirinho de comida da minha mãe, o meu quarto do mesmo jeito que deixei, sempre limpinho. As fotografias nos mesmos lugares, a minha cama do mesmo jeito e algumas coisas minhas que eu deixei ali. Abri meu armário, tinham alguns livros lá que já deixei separado, pois os levaria para o meu apartamento. Fiquei ali organizando alguns papéis, alguns cadernos com textos que eu escrevia, separei tudo para levar.
Mais tarde, minha mãe me chamou para o almoço, fomos almoçar. E como sempre a comida estava deliciosa, e com um cheirinho inconfundível. Era muito bom estar ali com os meus pais, só eu sabia o quanto eu sentia falta daquilo tudo.
Terminamos de almoçar, ajudei minha mãe a arrumar a cozinha e ficamos conversando, falei com ela sobre Miguel e ela sorriu.
"-Depois quero conhecer este garoto..."
Eu sempre fiquei espantada com esta "rapidez" da minha mãe. Desde a minha adolescência quando eu comentava sobre qualquer garoto com ela, pra ela eu já estava namorando, mas enfim, eu sorri. Já estava acostumada com aquilo.
Terminamos de arrumar a cozinha e fui dormir a tarde, aliás eu havia acordado bem cedo. Mais tarde, quando acordei minha mãe já havia preparado o café da tarde , fui logo devorar aquilo tudo.
A noite chegou, estava vendo TV com meus pais, quando minha irmã chegou. Ela era casada e morava na mesma cidade que meus pais. Eu e ela erámos muito apegadas, e eu estava com saudades dela. Ficamos conversando por um bom tempo e ela foi se arrumar, pois iria sair com seu marido mais tarde.
Logo depois que ela saiu eu peguei meu celular para ver se tinha algo de novo lá. Haviam duas mensagens, eram de Miguel. Antes mesmo de ler, eu já havia sorrido. Na primeira ela dizia: "Bom dia! Tenha uma boa viagem. Juízo, beijos. Miguel." . Na segunda ele disse: "Já chegou? Vou te ligar a noite, estou com saudades, beijos."
Ler aquelas duas mensagens me trouxe uma felicidade inexplicável, minutos depois ouvi meu telefone tocar, era ele! Eu atendi, sorrindo. Conversamos por uns 30min até que desligamos.
Já estava ficando tarde, meus pais já tinham ido dormir, resolvi me deitar. Fiquei ali olhando para o teto pensando em Miguel. Ele realmente era um cara incrível, apesar do pouco tempo de convivência, para mim ele tinha uma essência a mais, não sei explicar. Miguel era diferente de todos os garotos que já tinha conhecido. Ele era carinhoso, compreensivo, PERSISTENTE, e tinha uma doçura inigualável. Enfim, Miguel era diferente.Adormeci pensando nele.
@LohAzevedo_
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Parte 2
No caminho, indo para a faculdade, resolvi parar em uma padaria. A noite estava quente, o tempo estava abafado, resolvi comprar algo gelado. Peguei um picolé qualquer, sem prestar muita atenção no que acontecia ao meu redor, eu estava ouvindo música pelo fone e isso me faz ficar completamente desligada do mundo. Até que me assustei, havia um senhor me chamando loucamente, olhei para trás ele estava no caixa. Eu estava saindo e me esquecendo de pagar o picolé, fiquei azul de vergonha. Tirei os fones e me desculpei, expliquei para ele que eu estava completamente aérea e que isso não iria se repetir, entreguei para ele o dinheiro e nem me hesitei em pegar o troco. Fui embora e já pensando que deveria ter ficado em casa depois de uma dessas.
Cheguei na faculdade, eram 19h e decidi entrar no segundo horário. Sentei em um banco próximo a algumas árvores, lá estava super fresco. Fiquei lá olhando para o tempo, ouvindo algumas músicas quando um rapaz, de aparentemente 23 anos chegou perto de mim. Eu não entendi muito bem porque aquele cara veio logo pra perto de mim em um lugar tão grande, mas tudo bem, fingi que nada estava acontecendo, aliás eu estava escrevendo e eu odeio que me interrompam quando estou escrevendo. Ele se sentou do meu lado, aquilo me deixou agoniada. Sorrateiramente desviei meu olhar para o lado aonde ele estava e percebi que ele lia indiscretamente o que estava escrevendo.
Da mesma forma que ele foi indiscreto eu também fui, comecei a olhar pra ele com cara de " posso escrever em paz?". Acredito que ele leu tudo o que estava escrito naquela folha, pois mesmo eu olhando pra ele, ele fingiu que nada estava acontecendo. Até que minutos depois ele olhou para mim e disse: "-você escreve muito bem!". Eu agradeci secamente e fechei o caderno. Ele começou a puxar papo comigo e eu não queria conversar, aliás cheguei a ser grossa em minhas respostas.
"-Qual seu nome?"
Eu olhei pra ele e demorei alguns segundos pra responder, acho que naquele instante ele até deve ter pensando que eu esqueci meu nome ou inventei um, mas respondi.
"-Laís..."
"-Hm... acredito que você não esteja muito bem, não é mesmo?!"
Neste momento me deu vontade de falar " Isso não é da sua conta, idiota. Nem te conheço!", mas respondi com a maior delicadeza possível, com um simples "é..."
Ele me fez mais algumas perguntas e aquilo já estava me irritando, estava me sentindo num tribunal.
Seu nome era Miguel, assim como eu, ele fazia Direito. Era alto, pele clara, cabelo bem preto, uma barba por fazer. Usava óculos e era muito cheiroso. Tinha um sorriso estonteante e um olhar misterioso.
Ele ficou falando mais algumas coisas comigo e eu não prestava muita atenção no que ele dizia. Até que ele me fez um convite, que a princípio não me toquei muito, aliás eu ainda estava aérea...
"-Acho que você não vai assistir aula hoje né?! Vamos sai..."
Eu o interrompi antes mesmo de terminar a frase já dizendo: "-Eu irei assistir aula!"
Ele me olhou assustado, na verdade até eu mesma me assustei com a minha resposta. O silêncio ponderou por alguns segundos até que ele disse:
"-Tudo bem então, fica para a próxima..."
Ele tinha ficado sem graça, e com razão, automaticamente me arrependi da resposta que dei. Ele já estava se levantando quando eu resolvi chamá-lo.
"-Ei, para onde iríamos?"
Ele sorriu. Seu sorriso era doce, seus lábios bem avermelhados e bonitos. Eu nada apaixonada por sorrisos, já logo me encantei.
"-Aonde você quiser ir..." respondeu ele.
Me levantei do banco dizendo: "-Vamos andar por ai, sem rumo..."
Ele sorriu com uma leve risada ergueu a mão para mim e fomos.
Passamos pelo centro da cidade, todos os bares estavam abertos e lotados, na maioria por estudantes. Era sexta-feira, por volta de 20h eu e Miguel continuamos andando... Ele ia falando comigo, expliquei pra ele que eu morava sozinha e que sentia muita falta da minha família. Ele me contou que morava com uma tia e que seus pais também moravam em outra cidade.
Miguel trabalhava e estudava a noite, como eu. Era um cara bem centrado, tinha um bom papo, dotado de boa educação. Era bem bonito por sinal, um cara atraente, portador de uma beleza exótica.
Paramos em uma praça perto do meu apartamento, eu já estava cansada de andar e não poderia demorar muito porque no dia seguinte iria visitar meus pais e sairia bem cedo. Ficamos ali conversando mais um pouco.
"-Por que você estava sentada na faculdade sozinha em plena sexta-feira?"
Eu olhei pra ele um pouco sem graça, aliás não tinha muita resposta, iria dizer a verdade, pois eu tinha ido lá para assistir aula e a minha intuição havia me dito isso.
"-Eu iria entrar no segundo horário... na verdade eu não viria a escola hoje, assim como não fui ao trabalho, mas sei lá, algo me mandou ir lá, e eu fui...."
"Hmmmm..."
Olhei as horas, já estava ficando tarde, resolvi me despedir do Miguel. Me levantei meio que me espreguiçando.
"-Então Miguel, infelizmente tenho de ir..."
"-Já?"
"Já... Amanhã irei ver os meus pais, né?!"
"Hm... entendi, tudo bem então. Pode me passar seu celular ou telefone... o que achar mais conveniente?"
"Claro."
Passei o número para ele e enquanto ele anotava fiquei olhando-o discretamente. Miguel era alguém interessante. Logo ele me disse para anotar o número dele também. Abri a mochila e procurando meu celular deixei meu caderno de textos cair. Miguel pegou rapidamente e antes de fechar o caderno, fez uma rápida leitura naquilo que estava escrito.
"-Hey, atrevido, não te autorizei ler as minhas coisas!"
Ele sorriu e disse, "-Impossível não ler algo que você escreva, você escreve muito bem.Você escreve com a alma, vejo algo a mais nos teus textos..."
Eu sorri um pouco sem graça e peguei o caderno das mãos dele e guardei na mochila. Fui me despedir de Miguel com um simples beijo no rosto quando de repente ele me da um abraço. Me surpreendi imediatamente sem entender muito bem o que estava acontecendo. Permaneci abraçada a ele por alguns minutos, eu realmente estava precisando de um abraço, e o dele veio na hora certa e da maneira certa.
"-Apesar de não saber o que você tem, fique bem!", disse ele ainda abraçado a mim.
Nem me hesitei em responder, permaneci em silêncio. Nos soltamos, e fui embora. Eu estava perto do meu apartamento, por isso nem fiz questão que Miguel me deixasse em casa, fui sozinha.
O perfume dele ficou na minha roupa...
Continua no próximo post!
@LohAzevedo_
No caminho, indo para a faculdade, resolvi parar em uma padaria. A noite estava quente, o tempo estava abafado, resolvi comprar algo gelado. Peguei um picolé qualquer, sem prestar muita atenção no que acontecia ao meu redor, eu estava ouvindo música pelo fone e isso me faz ficar completamente desligada do mundo. Até que me assustei, havia um senhor me chamando loucamente, olhei para trás ele estava no caixa. Eu estava saindo e me esquecendo de pagar o picolé, fiquei azul de vergonha. Tirei os fones e me desculpei, expliquei para ele que eu estava completamente aérea e que isso não iria se repetir, entreguei para ele o dinheiro e nem me hesitei em pegar o troco. Fui embora e já pensando que deveria ter ficado em casa depois de uma dessas.
Cheguei na faculdade, eram 19h e decidi entrar no segundo horário. Sentei em um banco próximo a algumas árvores, lá estava super fresco. Fiquei lá olhando para o tempo, ouvindo algumas músicas quando um rapaz, de aparentemente 23 anos chegou perto de mim. Eu não entendi muito bem porque aquele cara veio logo pra perto de mim em um lugar tão grande, mas tudo bem, fingi que nada estava acontecendo, aliás eu estava escrevendo e eu odeio que me interrompam quando estou escrevendo. Ele se sentou do meu lado, aquilo me deixou agoniada. Sorrateiramente desviei meu olhar para o lado aonde ele estava e percebi que ele lia indiscretamente o que estava escrevendo.
Da mesma forma que ele foi indiscreto eu também fui, comecei a olhar pra ele com cara de " posso escrever em paz?". Acredito que ele leu tudo o que estava escrito naquela folha, pois mesmo eu olhando pra ele, ele fingiu que nada estava acontecendo. Até que minutos depois ele olhou para mim e disse: "-você escreve muito bem!". Eu agradeci secamente e fechei o caderno. Ele começou a puxar papo comigo e eu não queria conversar, aliás cheguei a ser grossa em minhas respostas.
"-Qual seu nome?"
Eu olhei pra ele e demorei alguns segundos pra responder, acho que naquele instante ele até deve ter pensando que eu esqueci meu nome ou inventei um, mas respondi.
"-Laís..."
"-Hm... acredito que você não esteja muito bem, não é mesmo?!"
Neste momento me deu vontade de falar " Isso não é da sua conta, idiota. Nem te conheço!", mas respondi com a maior delicadeza possível, com um simples "é..."
Ele me fez mais algumas perguntas e aquilo já estava me irritando, estava me sentindo num tribunal.
Seu nome era Miguel, assim como eu, ele fazia Direito. Era alto, pele clara, cabelo bem preto, uma barba por fazer. Usava óculos e era muito cheiroso. Tinha um sorriso estonteante e um olhar misterioso.
Ele ficou falando mais algumas coisas comigo e eu não prestava muita atenção no que ele dizia. Até que ele me fez um convite, que a princípio não me toquei muito, aliás eu ainda estava aérea...
"-Acho que você não vai assistir aula hoje né?! Vamos sai..."
Eu o interrompi antes mesmo de terminar a frase já dizendo: "-Eu irei assistir aula!"
Ele me olhou assustado, na verdade até eu mesma me assustei com a minha resposta. O silêncio ponderou por alguns segundos até que ele disse:
"-Tudo bem então, fica para a próxima..."
Ele tinha ficado sem graça, e com razão, automaticamente me arrependi da resposta que dei. Ele já estava se levantando quando eu resolvi chamá-lo.
"-Ei, para onde iríamos?"
Ele sorriu. Seu sorriso era doce, seus lábios bem avermelhados e bonitos. Eu nada apaixonada por sorrisos, já logo me encantei.
"-Aonde você quiser ir..." respondeu ele.
Me levantei do banco dizendo: "-Vamos andar por ai, sem rumo..."
Ele sorriu com uma leve risada ergueu a mão para mim e fomos.
Passamos pelo centro da cidade, todos os bares estavam abertos e lotados, na maioria por estudantes. Era sexta-feira, por volta de 20h eu e Miguel continuamos andando... Ele ia falando comigo, expliquei pra ele que eu morava sozinha e que sentia muita falta da minha família. Ele me contou que morava com uma tia e que seus pais também moravam em outra cidade.
Miguel trabalhava e estudava a noite, como eu. Era um cara bem centrado, tinha um bom papo, dotado de boa educação. Era bem bonito por sinal, um cara atraente, portador de uma beleza exótica.
Paramos em uma praça perto do meu apartamento, eu já estava cansada de andar e não poderia demorar muito porque no dia seguinte iria visitar meus pais e sairia bem cedo. Ficamos ali conversando mais um pouco.
"-Por que você estava sentada na faculdade sozinha em plena sexta-feira?"
Eu olhei pra ele um pouco sem graça, aliás não tinha muita resposta, iria dizer a verdade, pois eu tinha ido lá para assistir aula e a minha intuição havia me dito isso.
"-Eu iria entrar no segundo horário... na verdade eu não viria a escola hoje, assim como não fui ao trabalho, mas sei lá, algo me mandou ir lá, e eu fui...."
"Hmmmm..."
Olhei as horas, já estava ficando tarde, resolvi me despedir do Miguel. Me levantei meio que me espreguiçando.
"-Então Miguel, infelizmente tenho de ir..."
"-Já?"
"Já... Amanhã irei ver os meus pais, né?!"
"Hm... entendi, tudo bem então. Pode me passar seu celular ou telefone... o que achar mais conveniente?"
"Claro."
Passei o número para ele e enquanto ele anotava fiquei olhando-o discretamente. Miguel era alguém interessante. Logo ele me disse para anotar o número dele também. Abri a mochila e procurando meu celular deixei meu caderno de textos cair. Miguel pegou rapidamente e antes de fechar o caderno, fez uma rápida leitura naquilo que estava escrito.
"-Hey, atrevido, não te autorizei ler as minhas coisas!"
Ele sorriu e disse, "-Impossível não ler algo que você escreva, você escreve muito bem.Você escreve com a alma, vejo algo a mais nos teus textos..."
Eu sorri um pouco sem graça e peguei o caderno das mãos dele e guardei na mochila. Fui me despedir de Miguel com um simples beijo no rosto quando de repente ele me da um abraço. Me surpreendi imediatamente sem entender muito bem o que estava acontecendo. Permaneci abraçada a ele por alguns minutos, eu realmente estava precisando de um abraço, e o dele veio na hora certa e da maneira certa.
"-Apesar de não saber o que você tem, fique bem!", disse ele ainda abraçado a mim.
Nem me hesitei em responder, permaneci em silêncio. Nos soltamos, e fui embora. Eu estava perto do meu apartamento, por isso nem fiz questão que Miguel me deixasse em casa, fui sozinha.
O perfume dele ficou na minha roupa...
Continua no próximo post!
@LohAzevedo_
Acordo ainda cambaleando um pouco depois de tudo o que aconteceu na noite passada, para ser sincera não me lembro ao certo que aconteceu realmente.
Acordei em meio alguma garrafas de cerveja e whisky e um copo. Lembro que eu estava sozinha em casa e resolvi afogar algumas mágoas da maneira mais ridícula possível, acabando comigo, e tentando esquecer de tudo pelo menos naquele momento. Eu estava triste, cansada de chorar, resolvi esquecer de tudo e rir um pouco, sozinha, no meu apartamento.
Era noite de lua cheia, eu sempre gostei da lua. Ficava sempre da janela do meu quarto admirando-a, vendo seu leve movimento e sua magia de sempre. Eu estava me sentindo sozinha, em um mar de solidão... a única companhia que tinha naquele momento eram os meus livros, a lua e algumas garrafas de bebida que ficavam de "enfeite'' naquele minibar.
Olhei para a lua, estava linda como de costume. Olhei para os lados, via apenas luzes dos postes da cidade que estava adormecendo, pois já eram 23 horas de uma noite de quinta-feira. Comecei a andar no meu apartamento e me senti mais sozinha ainda. A única coisa que via era o reflexo da lua em alguns cômodos da casa e a minha sombra, aliás eu odeio sombras.
Organizei algumas coisas no apartamento para ocupar a mente. Terminando, olhei para o relógio, eram 00h, mas eu não queria dormir. Fui para a varanda onde tinha uma pequena mesa e quatro cadeiras, peguei aquelas bebidas do minibar e as levei lá para fora, me sentei e comecei a pensar, vendo a beleza da cidade tranquila iluminada pela lua e por todas aquelas luzes. Eu amava ficar olhando a lua e a cidade durante a noite, para mim não existia nada tão fascinante.
Pensei na minha vida, em como é ruim se manter em constante solidão. Eu trabalhava durante o dia e ia para a faculdade a noite, eu não deveria ter se quer tempo de me sentir sozinha, mas eu me sentia. Chegar em casa, depois de um longo dia e não ter alguém para falar sobre o seu dia, para dar boa noite, para jogar conversa fora era agoniante. EU SEMPRE ODIEI A SOLIDÃO! Fui estudar em uma cidade vizinha, sendo obrigada a deixar a casa dos meus pais, dos quais sinto tanta saudade. Ver a sua família somente aos fins de semana é terrível, principalmente quando você não tem com que se "distrair" como eu. E eu estou assim agora.
Dei meu primeiro gole naquela cerveja, com gosto de sei lá o que. Eram algumas garrafas que deixei na geladeira depois de uma reunião com amigos que acabaram sobrando. Eu nunca gostei de beber, mas aquele momento que obrigava a fazer isso.
Bebi um pouco mais, acho que mais três goles apenas, pois quando acordei as garrafas estavam cheias e o vidro de whisky aberto, porém teoricamente cheio.
Me lembro que comecei a rir não sei de que, mas eu ria muito naquela varanda. Nunca tinha experimentado efeito de bebida, aquela foi a primeira vez, e acho que me deixou "feliz" por alguns minutos. Depois da felicidade veio a tristeza, e novamente a PALAVRA SOLIDÃO QUE INSISTIA EM SE FAZER PRESENTE EM MEU PENSAMENTO...
O efeito da bebida começou a passar e comecei a sentir algumas fincadas na minha cabeça, me debrucei sobre a mesa e adormeci.
Acordei hoje com os primeiros raios de sol batendo sobre meu rosto. Olhei para o relógio, eram 6h30, decidi que não iria trabalhar naquele dia, aliás minha situação era deplorável. Fui para o meu quarto e dormi novamente.
Já eram 13h40 quando acordei com a cara mais amassada possível. Fui direto para o chuveiro e lavei a minha alma, praticamente morfei no banho. Deixava aquela água morna cair sobre meu corpo enquanto pensava novamente na vida. Fiquei ali por alguns minutos, apenas deixando a água cair sobre meu corpo. Terminei meu banho, vesti um blusão e short de malha, penteei o meu cabelo e fui para a cozinha arrumar algo para comer. Resolvi pedir algo, pois não estava com a mínima disposição. A minha comida chegou, almocei e fiquei vendo TV.
Estava um tédio aquilo tudo, resolvi que iria na faculdade a noite e no dia seguinte acordaria bem cedo para ir para a casa dos meus pais.
Fiquei mais alguns minutos na frente da TV, depois me levantei organizei o apartamento, tomei um banho rápido e fui me arrumar para ir para a faculdade.
Apesar do porre da noite passada, eu estava me sentindo bem naquele dia. Coloquei um jeans básico, uma camiseta e uma camisa pra complementar o look e all star. Corri os dedos sobre meu cabelo, peguei minha mochila e sai. Já era 18h, a cidade estava movimentada, era sexta-feira e eu sabia que não teria quase ninguém na faculdade, mas eu algo me dizia para ir lá... Encontrei alguns amigos na rua que não iriam a aula, conversei um pouco com eles e segui.
@LohAzevedo_
Acordei em meio alguma garrafas de cerveja e whisky e um copo. Lembro que eu estava sozinha em casa e resolvi afogar algumas mágoas da maneira mais ridícula possível, acabando comigo, e tentando esquecer de tudo pelo menos naquele momento. Eu estava triste, cansada de chorar, resolvi esquecer de tudo e rir um pouco, sozinha, no meu apartamento.
Era noite de lua cheia, eu sempre gostei da lua. Ficava sempre da janela do meu quarto admirando-a, vendo seu leve movimento e sua magia de sempre. Eu estava me sentindo sozinha, em um mar de solidão... a única companhia que tinha naquele momento eram os meus livros, a lua e algumas garrafas de bebida que ficavam de "enfeite'' naquele minibar.
Olhei para a lua, estava linda como de costume. Olhei para os lados, via apenas luzes dos postes da cidade que estava adormecendo, pois já eram 23 horas de uma noite de quinta-feira. Comecei a andar no meu apartamento e me senti mais sozinha ainda. A única coisa que via era o reflexo da lua em alguns cômodos da casa e a minha sombra, aliás eu odeio sombras.
Organizei algumas coisas no apartamento para ocupar a mente. Terminando, olhei para o relógio, eram 00h, mas eu não queria dormir. Fui para a varanda onde tinha uma pequena mesa e quatro cadeiras, peguei aquelas bebidas do minibar e as levei lá para fora, me sentei e comecei a pensar, vendo a beleza da cidade tranquila iluminada pela lua e por todas aquelas luzes. Eu amava ficar olhando a lua e a cidade durante a noite, para mim não existia nada tão fascinante.
Pensei na minha vida, em como é ruim se manter em constante solidão. Eu trabalhava durante o dia e ia para a faculdade a noite, eu não deveria ter se quer tempo de me sentir sozinha, mas eu me sentia. Chegar em casa, depois de um longo dia e não ter alguém para falar sobre o seu dia, para dar boa noite, para jogar conversa fora era agoniante. EU SEMPRE ODIEI A SOLIDÃO! Fui estudar em uma cidade vizinha, sendo obrigada a deixar a casa dos meus pais, dos quais sinto tanta saudade. Ver a sua família somente aos fins de semana é terrível, principalmente quando você não tem com que se "distrair" como eu. E eu estou assim agora.
Dei meu primeiro gole naquela cerveja, com gosto de sei lá o que. Eram algumas garrafas que deixei na geladeira depois de uma reunião com amigos que acabaram sobrando. Eu nunca gostei de beber, mas aquele momento que obrigava a fazer isso.
Bebi um pouco mais, acho que mais três goles apenas, pois quando acordei as garrafas estavam cheias e o vidro de whisky aberto, porém teoricamente cheio.
Me lembro que comecei a rir não sei de que, mas eu ria muito naquela varanda. Nunca tinha experimentado efeito de bebida, aquela foi a primeira vez, e acho que me deixou "feliz" por alguns minutos. Depois da felicidade veio a tristeza, e novamente a PALAVRA SOLIDÃO QUE INSISTIA EM SE FAZER PRESENTE EM MEU PENSAMENTO...
O efeito da bebida começou a passar e comecei a sentir algumas fincadas na minha cabeça, me debrucei sobre a mesa e adormeci.
Acordei hoje com os primeiros raios de sol batendo sobre meu rosto. Olhei para o relógio, eram 6h30, decidi que não iria trabalhar naquele dia, aliás minha situação era deplorável. Fui para o meu quarto e dormi novamente.
Já eram 13h40 quando acordei com a cara mais amassada possível. Fui direto para o chuveiro e lavei a minha alma, praticamente morfei no banho. Deixava aquela água morna cair sobre meu corpo enquanto pensava novamente na vida. Fiquei ali por alguns minutos, apenas deixando a água cair sobre meu corpo. Terminei meu banho, vesti um blusão e short de malha, penteei o meu cabelo e fui para a cozinha arrumar algo para comer. Resolvi pedir algo, pois não estava com a mínima disposição. A minha comida chegou, almocei e fiquei vendo TV.
Estava um tédio aquilo tudo, resolvi que iria na faculdade a noite e no dia seguinte acordaria bem cedo para ir para a casa dos meus pais.
Fiquei mais alguns minutos na frente da TV, depois me levantei organizei o apartamento, tomei um banho rápido e fui me arrumar para ir para a faculdade.
Apesar do porre da noite passada, eu estava me sentindo bem naquele dia. Coloquei um jeans básico, uma camiseta e uma camisa pra complementar o look e all star. Corri os dedos sobre meu cabelo, peguei minha mochila e sai. Já era 18h, a cidade estava movimentada, era sexta-feira e eu sabia que não teria quase ninguém na faculdade, mas eu algo me dizia para ir lá... Encontrei alguns amigos na rua que não iriam a aula, conversei um pouco com eles e segui.
@LohAzevedo_
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Nos últimos dias prometi para mim mesma que eu não escreveria mais nada sobre você, pois isso não estava me fazendo bem. Porém hoje resolvi vir aqui, fazer meu último post sobre tudo o que vivi durante quase três anos...
Era uma vez...
Um cara legal, inteligente, intelectual, idiota. Ele tinha um sorriso inconfundível, tal que poderia estar junto a milhões de pessoas sorrindo, ele se destacaria sobre qualquer um. Ele tinha um olhar diferente, um andar diferente, parecia estar sempre sobre nuvens frente a tanta leveza. Era alguém tranquilo, sério, de algumas piadinhas tolas que apesar disso eu ria das mesmas, mas não por serem engraçadas, mas por nervosismo, ou sei lá que droga que tinham nas tolas piadas que me despertavam o riso. A presença dele me deixava nervosa, tímida, me causava tremores e calafrios. Era alguém que ao som de qualquer música me fazia lembrar da sua doce face e do seu aconchegante abraço.
Era alguém que tirava o meu chão, alguém que eu pensava a todo momento, sem restrições. Alguém com quem tive meus melhores sonhos, mesmo sonhados somente por mim. Foi uma pessoa que MARCOU a minha vida e mesmo sem saber, ATÉ HOJE, depois de TRÊS ANOS, será alguém que eu lembrarei quando eu tiver com 30,40,60 anos, mas a minha memória será apenas uma simples lembrança que me fará superior a tudo isso.
Você foi realmente a pessoa que me ensinou indiretamente que nós não precisamos estar sempre perto pra gostar de alguém de verdade e muito menos sabermos se aquele sentimento é mútuo. Pois é, foram três anos em que eu te amei sozinha, eu tive planos sozinha, eu chorei sozinha, eu sorri sozinha... Foram três anos que hoje posso ver que valeram a pena.
Cada lágrima que deixei cair sobre meu rosto não foi em vão, mesmo sabendo que você é um idiota e não merecia nem meia lágrima minha. A cada ida e vinda, era alguma felicidade ou alguma decepção, alguma tristeza. Eu tive noites mal dormidas e ao mesmo tempo tive sonhos lindos em você se fazia presente (somente neles, pois nunca se passava daquilo...).
Foram três anos em que eu mantive e ainda mantenho meu silêncio, não sei se fui covarde em não ter te deixado saber disso tudo, mas sabe, que seja covardia, os sábios não aqueles que falam tudo o que querem, mas sim aqueles que observam tudo para falar. E sabe-se lá se mudaria de alguma coisa você saber disso tudo, pois pra mim o máximo que poderia acontecer a nós nos tornarmos ainda mais distantes e eu ficar constrangida de ter me "declarado" por um cara tolo com você.
Apesar de toda a sua inteligência e intelectualidade como citei no início do texto, EU TE ACHO UM IDIOTA, como já disse no início do texto também. VOCÊ É UM TOLO, VOCÊ É UMA DROGA (MUITO VICIANTE )... E além disso, você nem deve ser tudo isso mesmo u_u... Ahhhhhh tá bom, você é lindo, e você tem o abraço inesquecível, seu olhar é tranquilizante e seu sorriso... AH O SEU SORRISO!
Mas DO QUE ADIANTA EU RECONHECER ISSO TUDO? NADAAA, ABSOLUTAMENTE NADA!
Então, apesar de todas as coisas, de todas as lágrimas, de todos os sonhos sonhados alone, fica o meu muito obrigado aqui, porque hoje me sinto muito mais forte frente a isso tudo. Você me fez chorar, ficar triste, perder noites de sono, mas você também me ensinou que a vida as vezes é injusta e nem tudo o que sonhamos é aquilo que podemos ter! 90% dos nossos sonhos são realizáveis, mas infelizmente acho que vocês faz parte dos 10%. Enfim GAROTO-HOMEM, que você encontre alguém que te faça muito feliz, MUITO MESMO, e se você tive de passar pelo que passei ( creio que não porque o mundo dos garotos é diferente do nosso e não creio que você seja tão "irreal" quanto eu...) QUE VOCÊ TENHA FORÇA, MUITA FORÇA e que você aprenda muito com isso, como eu aprendi. Mas eu desejo a você a sorte de um amor tranquilo, como já dizia Cazuza... alguém que te reconheça como eu te reconheci e que acima de qualquer coisa, esteja com você, SEJA VOCÊ!
Era uma vez...
Um cara legal, inteligente, intelectual, idiota. Ele tinha um sorriso inconfundível, tal que poderia estar junto a milhões de pessoas sorrindo, ele se destacaria sobre qualquer um. Ele tinha um olhar diferente, um andar diferente, parecia estar sempre sobre nuvens frente a tanta leveza. Era alguém tranquilo, sério, de algumas piadinhas tolas que apesar disso eu ria das mesmas, mas não por serem engraçadas, mas por nervosismo, ou sei lá que droga que tinham nas tolas piadas que me despertavam o riso. A presença dele me deixava nervosa, tímida, me causava tremores e calafrios. Era alguém que ao som de qualquer música me fazia lembrar da sua doce face e do seu aconchegante abraço.
Era alguém que tirava o meu chão, alguém que eu pensava a todo momento, sem restrições. Alguém com quem tive meus melhores sonhos, mesmo sonhados somente por mim. Foi uma pessoa que MARCOU a minha vida e mesmo sem saber, ATÉ HOJE, depois de TRÊS ANOS, será alguém que eu lembrarei quando eu tiver com 30,40,60 anos, mas a minha memória será apenas uma simples lembrança que me fará superior a tudo isso.
Você foi realmente a pessoa que me ensinou indiretamente que nós não precisamos estar sempre perto pra gostar de alguém de verdade e muito menos sabermos se aquele sentimento é mútuo. Pois é, foram três anos em que eu te amei sozinha, eu tive planos sozinha, eu chorei sozinha, eu sorri sozinha... Foram três anos que hoje posso ver que valeram a pena.
Cada lágrima que deixei cair sobre meu rosto não foi em vão, mesmo sabendo que você é um idiota e não merecia nem meia lágrima minha. A cada ida e vinda, era alguma felicidade ou alguma decepção, alguma tristeza. Eu tive noites mal dormidas e ao mesmo tempo tive sonhos lindos em você se fazia presente (somente neles, pois nunca se passava daquilo...).
Foram três anos em que eu mantive e ainda mantenho meu silêncio, não sei se fui covarde em não ter te deixado saber disso tudo, mas sabe, que seja covardia, os sábios não aqueles que falam tudo o que querem, mas sim aqueles que observam tudo para falar. E sabe-se lá se mudaria de alguma coisa você saber disso tudo, pois pra mim o máximo que poderia acontecer a nós nos tornarmos ainda mais distantes e eu ficar constrangida de ter me "declarado" por um cara tolo com você.
Apesar de toda a sua inteligência e intelectualidade como citei no início do texto, EU TE ACHO UM IDIOTA, como já disse no início do texto também. VOCÊ É UM TOLO, VOCÊ É UMA DROGA (MUITO VICIANTE )... E além disso, você nem deve ser tudo isso mesmo u_u... Ahhhhhh tá bom, você é lindo, e você tem o abraço inesquecível, seu olhar é tranquilizante e seu sorriso... AH O SEU SORRISO!
Mas DO QUE ADIANTA EU RECONHECER ISSO TUDO? NADAAA, ABSOLUTAMENTE NADA!
Então, apesar de todas as coisas, de todas as lágrimas, de todos os sonhos sonhados alone, fica o meu muito obrigado aqui, porque hoje me sinto muito mais forte frente a isso tudo. Você me fez chorar, ficar triste, perder noites de sono, mas você também me ensinou que a vida as vezes é injusta e nem tudo o que sonhamos é aquilo que podemos ter! 90% dos nossos sonhos são realizáveis, mas infelizmente acho que vocês faz parte dos 10%. Enfim GAROTO-HOMEM, que você encontre alguém que te faça muito feliz, MUITO MESMO, e se você tive de passar pelo que passei ( creio que não porque o mundo dos garotos é diferente do nosso e não creio que você seja tão "irreal" quanto eu...) QUE VOCÊ TENHA FORÇA, MUITA FORÇA e que você aprenda muito com isso, como eu aprendi. Mas eu desejo a você a sorte de um amor tranquilo, como já dizia Cazuza... alguém que te reconheça como eu te reconheci e que acima de qualquer coisa, esteja com você, SEJA VOCÊ!
Que eu continue a escrever por mais décadas e décadas, pois isso pra mim é melhor que ''sessão de descarrego''. Quero continuar escrevendo e lendo e pensando e imaginando. Diferentemente de qualquer ser adepto a normalidades, eu faço da minha vida um conto de fadas, repleto de sonhos incomparáveis, talvez inimagináveis, tais que só eu sou capaz de ter, sentir...
A música, assim como a leitura me traz um sonho diferente a cada partitura, a cada palavra, a cada frase. Sabe aquela garota que seja a ser tola de tanto sonhar? Pois é, esta garota sou eu! Clichê ou não, meus sonhos não sei decifrar, as vezes eu mesma paro pra pensar em como as coisas funcionam no meu mundo imaginário e irracional.
Felizmente ou infelizmente, eu coloco tudo aquilo que leio e ouço como componentes da minha vida, como algo que, sendo em sonho ou não. Acho que pessoas como eu, que sonham muito, são muito felizes sim, pois a sua vida é vista de um ângulo diferente, porém são pessoas que sofrem muito. Isso porque, assim como Dom Quixote, eterno apaixonado por ideais cavalheirescos, e levou isso por sua vida, imaginando coisas irreais, os sonhadores leitores musicais apaixonados colocam aquilo que é sonho na vida diária. GRANDE ERRO! Mas sabe, é legal se desligar deste mundo as vezes, cheio de intolerâncias, de falta de companheirismo. Um mundo onde todos falam do amor, mas POUCOS, POUQUÍSSIMOS, o colocam no seu cotidiano.
Ah sabe, eu sou como um sonho, não sei me explicar, nem me entender. Mas já adianto desde já, as vezes aquilo que conhecemos muito, acaba perdendo a magia, então deixe que a vida te traga surpresas!
A música, assim como a leitura me traz um sonho diferente a cada partitura, a cada palavra, a cada frase. Sabe aquela garota que seja a ser tola de tanto sonhar? Pois é, esta garota sou eu! Clichê ou não, meus sonhos não sei decifrar, as vezes eu mesma paro pra pensar em como as coisas funcionam no meu mundo imaginário e irracional.
Felizmente ou infelizmente, eu coloco tudo aquilo que leio e ouço como componentes da minha vida, como algo que, sendo em sonho ou não. Acho que pessoas como eu, que sonham muito, são muito felizes sim, pois a sua vida é vista de um ângulo diferente, porém são pessoas que sofrem muito. Isso porque, assim como Dom Quixote, eterno apaixonado por ideais cavalheirescos, e levou isso por sua vida, imaginando coisas irreais, os sonhadores leitores musicais apaixonados colocam aquilo que é sonho na vida diária. GRANDE ERRO! Mas sabe, é legal se desligar deste mundo as vezes, cheio de intolerâncias, de falta de companheirismo. Um mundo onde todos falam do amor, mas POUCOS, POUQUÍSSIMOS, o colocam no seu cotidiano.
Ah sabe, eu sou como um sonho, não sei me explicar, nem me entender. Mas já adianto desde já, as vezes aquilo que conhecemos muito, acaba perdendo a magia, então deixe que a vida te traga surpresas!
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Nós!
Estava aqui pensando em você. Nesse dia nublado, chuvoso, com vento... Melhor, pensando nessa amizade que tanto eu, como você, conhecemos bem. Nessa amizade que hoje mais do que qualquer outro dia foi concretizada! Nesse exato momento estou me perguntando: será que se não tivesse acontecido o que aconteceu, hoje estaríamos tão unidas? E acho que você às vezes se faz a mesma pergunta. Pois bem, acredito que todos os acontecimentos acontecem por um propósito, para nos ensinar algo positivo, ou até mesmo negativo. Para nos unir ou afastar de algo ou alguém. E disso resultou a nossa união. União em que cada uma aprende com a outra. União em que cada uma se torna disponível a qualquer hora do dia para a outra. União em que cada uma sofre com a dor da outra... União em que se uma está feliz, automaticamente a outra também estar. União em que a todo momento uma aprende com a outra. União que Deus nos deu de presente para nós cuidarmos, preservamos... Te conhecer foi uma dádiva, dádiva linda que agradeço à Deus a todo momento. Agradeço pela nossa amizade e pela confiança que você depositou e deposita em mim. Confiança que jamais será abalada. Pois confiança, amizade a gente conquista, como já dizia um trecho do livro Pequeno príncipe ''Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas...'' e essa amizade, essa confiança foi por mim e por você cativada e nós somos eternamente responsáveis por ela. Por isso lhe peço, cuide, guarde, preserve essa linda amizade que nós duas construímos, assim como eu.
''Algumas vezes na vida, você encontra uma amiga especial. Alguém que muda sua vida simplesmente por estar nela. Alguém que te faz rir até você não poder mais parar. Alguém que faz você acreditar que realmente tem algo bom no mundo. Alguém que te convence que lá tem uma porta destrancada só esperando você abri-la. Isso é uma amizade pra sempre. Quando você está pra baixo e o mundo parece escuro e vazio, sua amiga pra sempre te põe pra cima e faz com que o mundo escuro e vazio fique bem claro. Sua amiga pra sempre te ajuda nas horas difíceis, tristes e confusas. Se você se virar e começar a caminhar, sua amiga pra sempre te segue. Se você perder seu caminho, ela te guia e te põe no caminho certo. Sua amiga pra sempre segura sua mão e diz que vai ficar tudo bem. Sua amiga é pra sempre, e pra sempre não tem fim.''
(Marilyn Monroe)
Clichê? Pode até parecer, mas eu amo você. ♥
By: Kawanne Hosken.
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